Eu reclamei carinho e você me ofereceu verdades duras, explícitas, que eu conseguia suportar. Cresci e ainda imatura, me pego pensando em você, no que você me diz que questiona tudo o que eu passei a acreditar vencendo sozinha meus problemas. Problemas de um tempo que você nem existia, e jamais me reconheceria. As conclusões a que cheguei, suportando tudo o que suportei, coisas que fizeram rolar por minha face lágrimas de emoção ao vencer e ver que eu possuo força o bastante para suportar qualquer situação.
E de repente, você chega. Sem mais, ou menos, e toma seu lugar, numa posição que eu te coloquei e não sei se me arrependo. Aliás, desde então, não sei de mais nada. A sua presença, mesmo o seu silêncio questionam o que penso, calada no meu canto. À procura de paz, eu busco você, que curiosamente, me traz mais problemas e mais coisas para pensar.
Agora não basta que eu me ache certa, o que é raro, mas importante também é que você concorde, dizendo que eu cheguei no lugar certo. Confesso que, por vezes, o que eu queria era encostar no teu peito, numa postura fraternal, ou não, e sentir sua mão no meu cabelo, acalentando minhas lágrimas e medos. Estranho.
E você não é uma realidade concreta. È tão certo e tão longe como o silêncio.
E tudo em você me incomoda e me atrai.
Deveria eu agir da forma que acho certo, ou da forma que você me induz? Deveria eu buscar seus braços, irresponsavelmente, e te envolver em mais uma das minhas confusões? Deveria ser sincera o bastante para dizer que te quero e me canso de você facilmente?
É isso que você faz comigo. Faz a raiva que eu preciso sentir para buscar um elogio. Faz o próximo dia ser imprevisível, como um passo de um tango sem ensaio. Faz com que eu chore e sonhe que estamos perto um do outro, numa relação não amorosa, mas um tanto sem nexo pra mim.
Talvez a raiz dos meus problemas seja mesmo a minha idade e a limitação com que vejo tudo. Ou talvez, sempre infantil, enxergando coisas demais onde não há nada de estranho. Seja o que for, você me tira da normalidade e vai moldando, sensivelmente, a minha mente para um amanhã distante, e os meus devaneios pro dia seguinte.
Me ocupo analisando o seu sistema, o que você faz e diz, o que busca, onde acerta e onde erra. Talvez isso seja o resultado da criatividade de uma cabeça sempre em necessidade de inventar tramas para colorir um mundo que acha previsível e sem graça.
Me engano conscientemente, para sofrer, ou sorrir, e assim, sentir que vivo. Mas apesar de toda a incoerência, sei até onde posso ir para não envenenar quem não merece. Portanto, não vou te envolver, nem enganar, oferecendo possibilidades que se dissiparão num piscar de olhos. Se há algo que eu não perdi, é justamente reconhecer quem merece que eu ofereça o meu melhor, ser justa, mesmo com o inimigo, é algo que trago junto a mim, e espero nunca perder. Por isso, digo aqui que te quero o bastante para não me aproximar.
E se caso eu me enganar, não permita que eu te engane.
“Só te peço um favor, por favor, se puder, não me esqueça num canto qualquer...”
Um comentário:
Perfeito demorei um kdinhu para voltar ake
mais estou ake novamente
de parabéns ANA
Bjuss...
Postar um comentário