Há que doer um pouco para se aprender que doação é satisfação do instinto e que renúncias, sim, são provas de amor...e que talvez seja por isso que poucos amores se comparam ao amor de uma mãe.
...que cumplicidade não é conivência e por isso é tão difícil encontrar amigos tão bons quanto seus pais.
...que é fácil acertar quando não se conhece a facilidade do caminho errado.
...que beleza é suborno e que atração nem sempre é afinidade.
...que o silêncio é fácil quando não se tem que ver alguém amado ir embora.
...que despedidas doem para quem fica como se fossem novos começos apenas para quem está indo.
...que perdemos muito tempo justificando que as fases não são as mesmas ou que tomamos caminhos diferentes para não termos que enfrentar a força, seja ela negativa ou positiva, do amor sobre nossa imaturidade.
...que a agonia do não saber pode ser bem pior que as lágrimas de um perdedor, em todos os sentidos possíveis.
...que é fácil se apaixonar antes de ter amado alguém.
...que as marcas de uma experiência que doeu muito serão úteis para protegê-lo de outras dores, mas depois de um tempo você vai querer se arriscar, nem que seja pra sofrer tudo outra vez só para poder ter a maravilhosa sensação do sentir.
...que você sempre vai concluir que valeu à pena, nem que seja por um único lado.
...que ter a consciência tranqüila é o que traz paz.
...que admitir seus erros é diferente de justificá-los.
...que a solidão pode afastar alguns tormentos, mas será sempre o meio mais distante da felicidade para qualquer ser humano.
...que amizade é amor, mas que amor nem sempre é amizade.
...que lembranças boas podem trazer sofrimento ou alegria, mas lembranças ruins trazem apenas tristeza, e o impedem de olhar em frente; e que diferenciar uma da outra pode ser decisivo para que uma pessoa cresça.
...que a frase ‘isso dói mais em mim do que em você’ pode ser real, mas apenas para quem ama com sinceridade.
...que apenas o fato de encontrar-se com um amigo de verdade possibilita a uma pessoa ter bases para tomar decisões, mesmo que não tenham trocado uma única palavra.
...que obsessão é o que antecede a frustração.
...que saber, em algumas situações não faz muita diferença.
...que escolher resume quase todas as dificuldades de uma vida.
...que a felicidade só é real a quem se entrega de verdade a tudo, mas que entregar-se de verdade a tudo não garante a felicidade.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Uma carta pra você
Oi meu bem,
Embora eu nunca tenha negado carinho a você, acredito que essa carta vai ser uma daquelas surpresas que te deixam com uma cara de quem não entende...e logo depois, esquece. Mesmo assim, eu já não importo...sobre nós, eu não sei se ganhei, se perdi ou se ganhamos ou perdemos.
Não sei bem o que eu quero dizer...quero dar explicações, mesmo sabendo que você não tem curiosidade alguma a respeito das minhas atitudes. Nas vezes em que eu fui forte, foi por acreditar que eu era mesmo o melhor pra você...talvez mais do que você merecia ou melhor do que todas as outras que você conseguia. Nas vezes em que fui fria, foi porque eu já tinha sofrido com outras pessoas e, aprendi que os fantasmas não atravessam paredes, eles só entram se nós abrirmos a porta. Fui fria por medo ou precaução, e acho que isso até me ajudou um pouco.
Mas é claro, houve momentos em que fui doce. Aliás, foram os melhores momentos! Eu fui doce porque aprendi que não adiantaria nada ter conquistado você acima de tudo. Se eu tivesse sido mais rude, dura, talvez eu tivesse até conquistado seu amor. Mas acho que conquistar você não seria o bastante pra mim. Antes de ter o amor de alguém, eu quero amar, eu quis sentir, ao invés calcular passos pra ter você na minha mão. Essa parte, eu acho que você não percebeu...eu agi pra satisfazer a mim mesma antes de pensar em aprisionar você. E acho até que foi bom...
Quando fui insegura, foi porque apesar de saber o quanto eu valia, via que muitas outras queriam estar no meu lugar, e isso foi o bastante pra me incomodar. Além disso, você já tinha tanta experiência quanto à paixões e eu não sabia nada...você conseguiu ser frio ou racional o bastante pra me ter em mãos por alguns momentos.
Fiz o que achei que era certo e é por isso que não me fere mais não ter você. Aliás, a sua ausência não me dá pânico, me traz paz...mas é uma paz que eu dispenso se comparada à felicidade que sinto quando estou com você. É claro que eu queria que você fosse meu, mas se não é possível, eu já não perco o sono por isso, aprendi a conviver com algumas pendências.
Eu queria entender qual a vantagem de poder ter todas em mãos se nenhuma é considerada boa o bastante pra te fazer feliz.Os garotos parecem mesmo meio bobos nisso. De que adianta manipular todas se nenhuma vai fazer você sonhar? Ou se nenhuma vai passar tardes rindo com você, sem que você precise se preocupar em manter uma aparência legal?
Se você quer saber, acho que valeu demais. Valeu cada segundo que você, fingindo me fez feliz, porque, veja bem, você não viveu, eu vivi. Você mentiu, eu sorri. Eu sonhei, eu chorei, eu acreditei e me desiludi. Você tinha o controle da situação e eu não acho que isso seja algo desejável ou bom, pode ser, no máximo tranqüilizante. E é por isso que eu sou feliz: não há nada como ser fiel a si mesmo.
Com carinho...
Embora eu nunca tenha negado carinho a você, acredito que essa carta vai ser uma daquelas surpresas que te deixam com uma cara de quem não entende...e logo depois, esquece. Mesmo assim, eu já não importo...sobre nós, eu não sei se ganhei, se perdi ou se ganhamos ou perdemos.
Não sei bem o que eu quero dizer...quero dar explicações, mesmo sabendo que você não tem curiosidade alguma a respeito das minhas atitudes. Nas vezes em que eu fui forte, foi por acreditar que eu era mesmo o melhor pra você...talvez mais do que você merecia ou melhor do que todas as outras que você conseguia. Nas vezes em que fui fria, foi porque eu já tinha sofrido com outras pessoas e, aprendi que os fantasmas não atravessam paredes, eles só entram se nós abrirmos a porta. Fui fria por medo ou precaução, e acho que isso até me ajudou um pouco.
Mas é claro, houve momentos em que fui doce. Aliás, foram os melhores momentos! Eu fui doce porque aprendi que não adiantaria nada ter conquistado você acima de tudo. Se eu tivesse sido mais rude, dura, talvez eu tivesse até conquistado seu amor. Mas acho que conquistar você não seria o bastante pra mim. Antes de ter o amor de alguém, eu quero amar, eu quis sentir, ao invés calcular passos pra ter você na minha mão. Essa parte, eu acho que você não percebeu...eu agi pra satisfazer a mim mesma antes de pensar em aprisionar você. E acho até que foi bom...
Quando fui insegura, foi porque apesar de saber o quanto eu valia, via que muitas outras queriam estar no meu lugar, e isso foi o bastante pra me incomodar. Além disso, você já tinha tanta experiência quanto à paixões e eu não sabia nada...você conseguiu ser frio ou racional o bastante pra me ter em mãos por alguns momentos.
Fiz o que achei que era certo e é por isso que não me fere mais não ter você. Aliás, a sua ausência não me dá pânico, me traz paz...mas é uma paz que eu dispenso se comparada à felicidade que sinto quando estou com você. É claro que eu queria que você fosse meu, mas se não é possível, eu já não perco o sono por isso, aprendi a conviver com algumas pendências.
Eu queria entender qual a vantagem de poder ter todas em mãos se nenhuma é considerada boa o bastante pra te fazer feliz.Os garotos parecem mesmo meio bobos nisso. De que adianta manipular todas se nenhuma vai fazer você sonhar? Ou se nenhuma vai passar tardes rindo com você, sem que você precise se preocupar em manter uma aparência legal?
Se você quer saber, acho que valeu demais. Valeu cada segundo que você, fingindo me fez feliz, porque, veja bem, você não viveu, eu vivi. Você mentiu, eu sorri. Eu sonhei, eu chorei, eu acreditei e me desiludi. Você tinha o controle da situação e eu não acho que isso seja algo desejável ou bom, pode ser, no máximo tranqüilizante. E é por isso que eu sou feliz: não há nada como ser fiel a si mesmo.
Com carinho...
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